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Grupo: Alba, Augusto, Carolina, Claudia, Elisa, José, Isabel, Marcos (Batata)

Presentes: Augusto, Carolina, Claudia, Elisa, José, Marcos (Batata)

Nessa 6ª feira, devido ao feriado e o fechamento dos CCCAs, nos encontramos no prédio da UNAS as 13:30h e iniciamos uma reunião para conversarmos os próximos passos que irão nortear a atividade em conjunto com as crianças e educadores. Como no CCCA Imperador semana passada não houve aula devido à falta de água, e assim as atividades ficaram atrasadas, optamos por dar continuidade a mesma que havíamos já instigado as crianças, dando uma maior elaborada na seqüência e forma que essa atividade iria tomar.

Primeiramente, tendo já plotado um mapa de Heliópolis com as ruas do CCCA e as que as crianças moram, pensamos em juntar com esse mapa um papel (craft) bem grande para que elas colem os desenhos que fizeram de suas casas (atividade também elaborada anteriormente). Essa etapa do projeto, só foi elaborada com uma parte da turma, que estava presente no dia, mas pensamos em englobar também a outra parte, composta por adolescentes, e por esse motivo fazer uma atividade um pouco mais livre do desenho da sua casa e entorno de onde mora, sendo possível que eles tanto desenhe, como façam colagens, grafites, poemas, tragam objetos etc. Devido à falta de tempo, essa primeira parte da atividade com os adolescentes não será feita conosco, e sim trazida de casa. A Educadora Rosi irá realizar essa parte com os adolescentes.

Assim, tendo material das duas turmas, iríamos colocar esses no mapa de Heliópolis, enquanto as crianças traçam seu caminho até o CCCA e nos contam um pouco sobre o que sentem o que gostam de fazer próxima a sua casa, o que notam no caminho, etc. Essa etapa seria elaborada em dois dias (6/10 e 13/10), para que haja um bom aproveitamento e entendimento por parte das crianças e adolescentes para execução da próxima etapa.

mapa_heliopolis_2

MAPA_HELIÓPOLIS

Nos dois próximos dias de nossas visitas (incertos ainda por causa do feriado), pensamos em sair a campo com as crianças, levarem elas da escala do mapa, da localização para a escala real. Essa etapa necessitará da ajuda da educadora para que instigue as crianças a prestarem atenção ao caminho que fazem aos locais que gostem de ir e como chegam até lá, entre outros fatores, para facilitar e nortear a nossa atividade em campo.Tendo nós alunos e coordenadores os lugares que as crianças marcaram no mapa, dependendo da quantidade iremos escolher os mais marcados em comum, nunca esquecendo de atender a todas as crianças, para fazer o caminho. O percurso será filmado, tanto as crianças, suas falas e ações, como propriamente o trajeto.

No final de todas essas atividades, teremos como produto final desenhos, um mapa com interferência das crianças e um vídeo. Pensamos em englobar tudo isso no vídeo, fazendo filmagens dos trabalhos executados e do processo, colocando possivelmente alguma música de fundo (a decidir ainda), e esse vídeo seria projetado na exposição do dia 4/12.

Desenhos das crianças na primeira parte do processo foto: Cláudia Cruz Soares

Essas foram as decisões tomadas pelo grupo nessa reunião de 30/10, o que não impede futuras mudanças no processo quando se sentir necessário e dependendo das respostas das crianças.

Ao final dessa reunião, ocorreu uma reunião em conjunto da disciplina com os alunos da FAU que estavam presentes e demais participantes, e foram expostos para o grupo as atividades que seriam executadas em cada CCCA. Os projetos foram ouvidos e aprovados por todos, surgindo algumas dúvidas em relação a certas atividades e formas de execução.

Encontro pós oficinas nos CCCA. Local sede da UNAS. Foto Cláudia Cruz Soares

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Na última sexta-feira, dia 3/12, foram encerradas as atividades conjuntas entre CCCAs de Heliópolis e os alunos da disciplina AUP-0665 ARTE E PROJETO DA PAISAGEM: PAISAGENS VIVENCIADAS.

Foi possível apreciar, por meio de uma belíssima exposição, o resultado final deste trabalho, além de conhecer um pouco mais sobre a produção realizada por cada CCCA ao longo deste semestre para o projeto Pinacoteca

A exposição foi realizada na quadra de esportes da UNAS e durante todo o dia, as turmas dos CCCAs deixaram seus espaços para prestigiar o evento

Nós, que atuamos durante este semestre no CCCA 120, levamos para a exposição uma série de “quadros”que revelam os resultados obtidos e explicam qual foi o processo pensado desde o início

A idéia foi de buscar uma aproximação com as crianças, fazendo com que elas demostrassem, por meio de desenhos, modelos e maquetes, qual é a sua percepção sobre o local onde moram e, em uma escala maior, sobre o Heliópolis. Além disso, procuramos descobrir quais são os sonhos destas crianças para o futuro.

Infelizmente, a última atividade programada, um painel revelando como as crianças vêem o Heliópolis hoje e como elas gostariam que fosse seu amanhã, não foi realizada. No dia marcado, ao chegar no CCCA, havia uma confraternização para comemorar os aniversariantes do mês.

O momento de lazer com as crianças foi muito gratificante, e mesmo que o processo não tenha sido concluído da maneira como pensávamos, ficamos muito satisfeitos.

A seguir, imagens do produto final levado para a exposição:

CCA-HELIOPOLIS

Público – Crianças (2 turmas de 15)
Grupo: Daniela, George, Vini, Ana Reis, Marcos (Batata)
Educadora – Solange, Natália e Tatiane
1. BONECAGEM – brincando de representar
O ser humano é capaz de repetir as ações e as intenções dos outros e também pode se
divertir fazendo isso. Todos nós já tentamos alguma vez mostrar para um grupo os
movimentos, as palavras e as maneiras de uma pessoa, ou reproduzir os gestos e a voz
de alguém. Na maioria das brincadeiras aparecem cenas imaginárias ou cenas da vida
real e do cotidiano.
Em nossas brincadeiras, também podemos usar nossa imaginação. Ela nos permite criar
coisas novas e fantásticas, como nos sonhos, nos contos e nos filmes. Podemos dizer
então que, com a observação e a imaginação construímos histórias, inclusive aquelas
que fazem parte do nosso imaginário e realidade, histórias de vidas nas quais
representamos como se fôssemos outra pessoa, ou, para usar um termo do teatro, como
se fôssemos uma personagem. As histórias podem ter cenas em que muitas ocorrem
com os personagens, e assim, sem sabem, inventamos um enredo.
Quando brincamos usamos ainda objetos que servem para representar o que quisermos.
Assim, um pedaço de madeira pode se tornar um cavalo ou uma espada, uma folha de
árvore, uma nota de dinheiro ou um peixe, uma cadeira vira um tronco ou um carro e
assim por diante.
Ao propormos o trabalho com as crianças, o fizemos em conjunto com as educadoras e
essas se propuseram de forma positiva, explicamos que o objetivo da Bonecagem, seria
um trabalho lúdico para as crianças (de faixa etária entre 05 a 12 anos) e que a intenção
da proposta era se fazer uma reflexão em forma de brincadeira onde após a confecção
dos bonecos cada criança poderia entrevistar uns aos outros e falar das motivações,
sonhos, desejos e memórias presentes nas abstrações do boneco. Assim, o boneco se
faria produto da realidade dessas crianças.
A confecção dos bonecos fora parte do processo de aprendizagem, pois estimulara ao
nosso ver a imaginação das crianças onde com criatividade cada uma produziu sua
fantasia, interagindo uns com os outros e experimentando materiais recicláveis onde o
lixo servira de fonte para criação dos bonecos, contribuindo na formação de uma
consciência ambiental. Depois da construção dos bonecos, houve a interação das
crianças com sua criação, compondo a personagem desse boneco através das
improvisações: através da voz e dos movimentos do boneco.
2. DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS E ENCONTROS
• Contato com as crianças e educadores – brincadeiras, desenhos e pinturas 30/out ok!
• Reunião com as educadoras – desenvolvimento conjunto das propostas 06/Nov ok!
• Execução dos bonecos (2 turmas de 15 cada); 13/Nov ok!
• Interação e entrevistas com os bonecos feitos pelas crianças; 27/Nov ok!
• Construção de cenário sugerido pelas educadoras 27/Nov – (não fora executado);
• Apresentação de vídeo na UNAS com o trabalho das crianças e entrevistas feitas por
eles aos bonecos criados – dia 04/Dez.

3. JUSTIFICATIVA DA AÇÃO DESENVOLVIDA PELO GRUPO PARA A
REALIZAÇÃO DO TRABALHO

A arte está intimamente ligada à natureza e a paisagem, principalmente a natureza do
nosso próprio ser. Através dessa da feitura dos bonecos, pretendíamos que as crianças
tomassem consciência do espaço vivido como forma de intervir em suas histórias e
realidades. Uma vez que a arte é capaz de potencializar o cotidiano de cada um.

4. REGISTROS

CCA-HELIOPOLIS
Público – Adolescentes (2 turmas)
Grupo: Daniela, George, Vini, Ana Reis, Marcos (Batata)
Educadora – Solange, Natália e Tatiane
1. PERCEPÇÃO DA PAISAGEM

O trabalho com os adolescentes se deu inicialmente com a apresentação da proposta aos
educadores envolvidos e aos próprios jovens. Nesta apresentação discutimos os
objetivos da atividade e agendamos na seqüência as datas e horários das ações. Este
reunião aconteceu no dia 04 de Novembro, ficando marcado para todas as quartas as
demais atividades até seu fechamento.
Ao caminhar pelo bairro de Heliópolis podemos observar uma riqueza imensurável
presentes nas paisagens construídas e humanas. São comerciantes informais nas ruas,
meninas debruçadas nas janelas, senhoras a conversar no meio metro de calçada
disputando espaço com os carros. Mesmo assim, um espaço praticado, vivido
centímetro a centímetro, observa-se a colaboração dos vizinhos ao ajudarem
mutuamente, as crianças andando de bicicleta ou jogando futebol nas ruas asfaltadas, as
casas simples de vermelho-cerâmico e aparente onde a trepadeira roça e encontra alento,
e de pouco em pouco esverdeia a pequena casa presenteando seus habitantes com o
perfume exalado e com a cor de sua flor alamanda-amarela.
No dia 11 de Novembro fomos com aqueles jovens a executar as trilhas por eles
elegidos na semana anterior. Preparamos os equipamentos de captura e dispomos em
seus corpos. O primeiro trajeto de descrição da paisagem fora feito em direção a
lavanderia e o segundo ao campo de futebol. Estas capturas das paisagens sonoras e
suas ‘pistas’ serviriam aos demais do grupo para que os mesmos o fizessem com os
olhos vendados e acompanhados de guias a segurar suas mãos, enquanto isso os demais
do grupo de adolescentes tratariam de registrar por meio de fotografia e vídeo o
processo do trabalho e a paisagem visual capturando momentos e situações do
cotidiano.
No dia 18 de Novembro, fomos ao Heliópolis com a intenção de executar a ação de
percepção da paisagem, no entanto, um problema de força maior impediu que nosso
equipamento funcionasse com êxito. Assim, aproveitamos o dia para refazermos uma
das trilhas por ter ficado comprometido e inaudível a descrição da paisagem feita por
um dos adolescentes na semana seguinte. Explicamos a situação e nos comprometemos
a executarmos a ação na semana seguinte.

No dia 25 de Novembro, levamos o material que precisávamos para sair com os
adolescentes pelo bairro, o som fora repassado com sucesso. Saímos do CCA com os
adolescentes e a educadora Natália. O grupo se dividiu entre os que estavam a praticar a
ação de percepção e os que estavam a registrar a ação e ainda assim a perceber de outra
forma, pelo olhar.
No caminho alguns estranhamentos por parte do publico, o que já esperávamos que
assim fosse. Dois ficaram a escutar as descrições do caminho a ser seguido, um deles
era parte do grupo de adolescente e a outro do grupo da FAU, pensamos em imergir na
ação de forma uníssona para aproximarmos linguagens e sensações e nos colocarmos de
forma horizontal com o grupo de adolescentes. Enquanto isso os demais estavam a
registrar as ações, colaborar no processo de entendimento e direcionamento a ser
tomado e na condição de guia daqueles que estavam de olhos vendados.
Imaginamos com essa “brincadeira” contribuímos para que eles venham a se perceber
no lugar e a perceber os valores presentes nas construções sociais e nas riquezas
culturais da família Heliópolis.
2. DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS E ENCONTROS
• Contato com os adolescentes e educadores – apresentação e discussão da proposta do
GRUPO FAU ao CCA HELIOPOLIS – 04/Nov ok!
• Captura da paisagem sonora de Heliópolis com 2 adoslecentes 11/Nov ok!
• Cancelamento da ação e refazendo a paisagem sonora ; 18/Nov ok!
• Execução da ação com os adolescentes 25/Nov – ok!
• Apresentação de vídeo na UNAS com o trabalho dos adolescentes em vídeo e fotos –
dia 04/Dez.

3. REGISTROS

Educadores: Catarina, Erica, Hugo e Klaviany.

I Turma: 13h30 às 14h30

II Turma: 14h30 às 15h30

Objetivos:

Conhecer o trajeto (CCCA/casa) realizado pelos educandos do projeto;

Montar um mapa com o trajeto feito pelos educandos;

Sexta-feira 06.11.09

Atividade: Apreciação dos desenhos já produzidos na aula anterior e elaboração do mapa de Heliópolis, onde os educandos contar e marcar o trajeto (CCCA/casa).

Sexta-feira 13.11.09

Atividade: Dividir a turma em 02 grupos e fazer o percurso escolhido pelos educandos e marcar com fitas ou com a palma da mão (tinta).

Quarta-feira 25.11.09

Atividade: Compartilhar o percurso realizado na aula anterior.

Sexta-feira 27.11.09

Atividade: Após conhecer o percurso escolhido e realizado pelos grupos, voltaremos para o projeto onde finalizaremos o mapa.

Sexta-feira 04.12.09

Atividade: Exposição Geral

Na oficina anterior dialogamos com as crianças sobre o que elas mais gostam de fazer e os lugares que as crianças freqüentam em Heliópolis.

No mapa as crianças puderam traçar os seus caminhos e contar o que elas encontravam durante o caminho de casa para a escola ou de casa para o CCCA, ou do CCCA para a escola.

Percebemos que as crianças descrevem os espaços vazios como espaços de brincar, mas os espaços vazios são poucos como os campos de futebol ou a própria rua. As crianças de Heliópolis brincam na rua.

Por esse motivo a nossa Oficina teve como objetivo conhecer os espaços por onde a passa para ir brincar e conhecer quais são as brincadeiras. Essa turma juntamente com a Educadora Rosi montaram um livro sobre Brincadeiras de Criança. Eles escreveram sobre os tipos e variedades de brincadeiras. Saímos do CCCA Imperador e fomos até a Associação Beneficente Cultural e Desportiva Vila Carioca.

A Vila Carioca fica localizada entre a Avenida Almirante Delaramare, Rua Comandante Taylor e Rua das Juntas Provisórias, que são as principais ruas que rodeiam o bairro. Uma parte da Vila Carioca é contaminada por combustíveis no terreno da Petrobrás e por fertilizantes da empresa Shel[1]. Algumas áreas foram desapropriadas, mas na fala das crianças percebemos que eles vão brincar nesses espaços também. Na Vila Carioca fica localizada a escola de samba Imperador do Ipiranga, fundada por moradores do distrito do Ipiranga.

O percurso realizado pelas crianças e os educadores (Rosi CCCA e Alunos FAU) foi saindo do CCCA pela Comandante taylor, entrando na Travessa Brasil,  depois Rua Jânio Quadros, Maciel Parente e chegando na Associação. O caminho na Maciel Parente acompanha as Torres de Transmisssão da Eletropaulo, uma área que é considerada “área de risco”, pois as pessoas não poderiam morar próximas as torres de alta tensão, mas como acontece em muitas áreas de São Paulo, essas áreas tornam-se extensão das casas, como vimos muitos quintais com roupas estendidas.

O campo é sem grama, na terra, ao redor do mesmo encontramos muita sujeira como garrafas pet, sacos de supermercado, vidros, papéis. O espaço tem algumas árvores. Há uma quadra, um espaço para churrasco, um telecentro e uma sala de confecção de fantasias da escola de Samba. O trabalho está a todo vapor.

Quando as crianças chegaram já foram rapidamente escolhendo os espaços (entre a quadra e o campo). Na quadra ficaram os meninos jogando futebol e na quadra as meninas e alguns meninos com as brincadeiras de rua. As brincadeiras escolhidas por eles foram: Pega –pega, amarelinha, queima, duro ou mole.Depois paramos para saborear um “gelinho” ou “geladinho”. Distribuimos as máquinas fotográficas e os celulares para as crianças para que elas registrassem os momentos.

Depois voltamos para o CCCA onde fizemos uma roda de conversa e perguntamos o que eles mais gostaram e o que foi diferente. Algumas crianças responderam que esse dia tinha sido muito legal, pois brincaram muito, outras crianças falaram que não gostaram da briga (os meninos na hora do futebol acabram brigando), outros gostaram de tudo, outros disseram que já lá no campo direto.

Ao terminaram a atividade as crianças tomaram o lanche e foram embora.

Ficamos no final avaliando com a Educadora que achou positivo e informamos então que no dia 27/11 iremos fazer uma tarde da Pipoca onde montaremos com a criançada o vídeo e a exposição que faremos no dia 04/11.


[1] O histórico de contaminação na Vila Carioca começou nos anos 1940, quando a multinacional Shell estabeleceu seu parque industrial. Segundo o relatório parcial, divulgado em 2005 a partir de estudos da área entre os anos de 1994 e 2003, o solo e o lençol freático estão contaminados pelos pesticidas organoclorados aldrin, dieldrin, DDT e DDE. Essas mesmas substâncias são encontradas no corpo dos moradores da Vila Carioca e são cancerígenas. Hoje, moram 28.072 pessoas na Vila Carioca. Do total, 6.538 estão expostas aos riscos ambientais da região, podendo haver contaminação dos moradores pela água, pelo solo e até mesmo pelo ar.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=26053&Itemid=157

6/11 – Ao chegar no CCCA fomos avisados que não haveria atividade pois o CCCA estava de mudança. Portanto, a atividade que estava programada, a pintura das massinhas, foi realizada durante a semana sema presença do grupo, para não aumentar ainda mais o atraso. O registro do produto final foi feito na semana seguinte

13/11 – Planejamos a montagem de maquetes em isopor do que seria o espaço que cada um gostaria de ter em frente a sua casa. Para isso, tiramos cópias dos desenhos feitos em outras etapas das fachadas das casas das crianças e fixamos cada desenho a um pedaço de isopor. Disponibilizamos para as crianças vários materiais como: papel crepon de diversas cores, papel colorido, areia, galhos para representação de árvores, cola, tesouras, durex, macarrão para representação de brinquedos infantis, etc.

O resultado da atividade foi muito rico. Cada criança conseguiu montar seu espaço e de forma unânime, as piscinas e lagos apareceram em todos os espaços. Além disso, surgiram pequenos animais, escorregadores, campos de futebol, quadras, flores, árvores, caminhos de areia, caminhos de pedras (representação).

A atividade demonstrou a falta que as crianças sentem de um espaço livre de qualidade onde possam brincar, correr, jogar bola, estar perto de árvores, flores, animais e onde possam também nadar.

Apesar das crianças serem muito novas os resultados foram de muito boa qualidade e serão apresentados na exposição final.

1º Dia:
– Primeiro contato com as unidades.
– Grupo não estava completo
– Takeo: Único a visitar a unidade Mina
Juliana: Visitou o CCCA Imperador
Melissa e Joana se juntaram ao grupo na semana seguinte.

2º Dia:
– 1º dia do grupo completo na unidade
– Conversa com educadora e crianças, entender o funcionamento da unidade
– As crianças estavam desenvolvendo um trabalho sobre Aleijadinho.
– Passeio pela Heliópolis, guiado pelas crianças (Euler, Weuler, Jonas e Raísa), acompanhado pela educadora Ana. Fizemos o percurso que as crianças normalmente fazem para a casa delas, passamos pelo rio, que está sendo canalizado e visitamos o espaço que integra a escolinha com a unidade da ETEC Heliópolis.
Deste passeio notamos:
– A maioria das crianças mora perto da unidade da Mina.
– Durante o passeio, percorremos a única rua arborizada que vimos até agora em Heliópolis, onde foram plantadas árvores pelos próprios moradores, segundo informação das crianças.

3º Dia:
– Aplicação de Atividade
– Houve um atraso na chegada da maior parte do grupo, por este motivo a atividade começou sem a presença do grupo completo. Foi proposto que as crianças fizessem um desenho do local em que moravam. A intenção era observarmos o local de moradia das criança através de suas visões.
– Pudemos notar representações de caráter diferentes:
– Desenhos de fantasia:
Modelo de desenho de criança (casa com telhado de duas águas, com nuvens, gaivotas e a família
– Desenho bastante fantasioso:
Uma criança (chamada Pablo) fez um desenho da casa bem pequena num canto da folha e o resto do campo foi preenchido com caminhôes e outros elementos que contavam uma história, que foi explicada pelo próprio autor do desenho, em exposição após a atividade. Foi um desenho bastante narrativo.
– Desenhos mais realistas:
A maior parte dos desenhos. Casas com lajes planas, escadas que dão acesso à laje. Representação das casas visinhas, de serviços visinhos (Lan House) e ruas.
Em muitos desenhos estava presente representações de fogo – incendio ocorrido recentemente em casa próximas ao rio.

4º Dia:
– Elaboração da proposta:
– Participantes: Mércia, Leiliane, Raísa, Euler, Weuler, Melissa, Joana, Takeo e Juliana.
– Crianças manifestaram um sonho de ter um espaço de exposição próprio para expôr seus trabalhos, em que eles fossem reconhecidos como obras de arte, como num museu. Este desejo da crianças será aplicado na exposição final:
Será feito um varal, no qual estarão pendurados os trabalhos realizados nas nossa atividades, que sairá da unidade do CCCA Mina e entrará na quadra onde formaria uma espiralconvergendo para o centro. O varal mostraria o percurso do trabalho desenvolvido com as crianças.

– Pontos a serem abordados nas atividades: tridimensionalidade, utilização de materiais reciclados, reflexão sobre espaço público (praça, parque)
A proposta:

Fazer uma transição progressiva da representação bidimensional (desenho) à tridimensional (modelo).
– 1º Momento: (desenvolvido no 3º dia)
Desenho do local em que residem
– 2º Momento:(Realizado hoje, 5º dia)
Iniciar uma reflexão sobre a praça
O que gostariam que existisse numa praça ou parque
Trabalho desenvolvido com desenho e colagem de materiais reciclados em base de papel craft (transição do bidimensional para o tridimensional).
Ao final, elaboramos uma lista, com idéias deles, de elementos que poderiam estar presentes num parque em Heliópolis.
Avaliação da atividade: Deixamos as crianças livres para colocarem no papel o gostariam que houvesse num parque. Notamos ao final que elas ainda não tem muito bem formado os elementos que constituem uma praça, aparecendo idéias como praia.
Com base nisso, fizemos algumas adaptações na atividade nas próximas semanas.
– 3º Momento:
Exposição de exemplos (através de imagens) de espaços públicos num aspecto geral e, posteriormente, exemplos de espaços públicos aplicáveis à realidade de Heliópolis (ruas, parques lineares, pequenas praças). Conversa sobre a exposição com as crianças.
Iniciar a produção de elementos tridimensionais que irão compor uma maquete do parque.
– 4º Momento:
Continuação da produção dos elementos para a maquete
-5º Momento:
Elaboração da maquete final que será apresentada no centro da espiral que estará na exposição, como produto final do nosso processo de trabalho.

PROJETO ARTE NO HELIÓPOLIS

Este blog integra o NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM DO LABCIDADE da FAUUSP, em parceria com a UNAS do Heliópolis. Fundamenta-se na proposição da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento (http://espiral.org.br). Todo o trabalho é concebido de forma colaborativa e espera-se que o blog favoreça uma construção pública dessa experiência, que se quer fundada em princípios éticos, solidários, autogestionados, emancipadores, priorizando o desenvolvimento da sensibilidade artística, do conhecimento, do compromisso com a transformação da paisagem em que vivemos e promovendo uma cultura de paz.

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